Belém em frente na Taça
A equipa sénior do Belenenses garantiu esta tarde a presença nas 1/2 finais da Taça de Portugal, ao derrotar em Monsanto a equipa do Direito por 19-23 (1-2 em ensaios). Os azuis foram justo vencedores num jogo em que alinharam 80 minutos com três jogadores sub-20 na sua linha de 3/4’s.
A vitória dos azuis do Restelo é extremamente importante por dois motivos: por um lado mantém o Belenenses na luta pela conquista da Taça de Portugal, prova que não vence há alguns anos; por outro lado quebra um ciclo de quase dois anos de derrotas frente ao Direito, não obstante o facto de em 2007/2008 não se ter disputado a repetição do jogo da 2ª volta da Divisão de Honra.
Com muitas ausências a lamentar nos dois lados - pelo menos seis no Belenenses (David Mateus, Diogo Mateus, Damian Steele, João Mirra, Pedro Silva e Sebastião da Cunha) e quatro no Direito - o jogo desta tarde foi sobretudo emotivo, com variações no comando do marcador. O Belenenses acabou por vencer com justiça, mas o Direito pode lamentar a falta de pontaria do seu chutador Luís Salema, que teve pela frente um adversário igualmente Sub-20 - Manuel Costa -, que não tremeu, e teve 100% de aproveitamento nos pontapés colocados aos postes.
Refira-se aliás que os três jogadores sub-20 que esta tarde alinharam pelos seniores (belíssimas estreias do centro Henrique Morato e do defesa Pedro Rocha e Melo) não se intimidaram com o jogo muito físico do adversário, e realizaram excelentes exibições, muito contribuindo para a vitória final: Manuel Costa marcou 13 dos 23 pontos azuis; Henrique Morato confirmou em campo a fama de excelente placador; e Pedro Rocha e Melo esteve muito seguro nas bolas altas, contra-atacando e placando por duas vezes o ponta António Dias em situações de um para um que salvaram ensaios.
O Belenenses apresentou-se em Monsanto com Emanuel Chirino (CV), Willie Hafu (CA), Facundo Borelli, Francisco Cabral, Fezas Vital (Pedro Jorge), João Uva, Salvador da Cunha (5), Valter Jorge, Diogo Miranda (capitão), Manuel Costa (2+2+3+3+3), Diogo Castro (Bruno Nifo), Henrique Morato, Francisco Moreira, Hugo Valente e Pedro Rocha e Melo.
Entrou melhor o Direito que aproveitou uma falta para fazer 3-0, vantagem logo anulada pelo 10 azul (3-3). Após touche a 5 metros, o primeiro centro advogado marcou o único ensaio dos da casa, e após conversação o Direito passava para a frente com vantagem de 7 pontos (10-3). O Belenenses chegaria ao empate por Salvador da Cunha, após uma actualmente invulgar combinação Touche-Maul (10-10 após conversão), mas Luís Salema faria 13-10 antes do intervalo, e já com Willie Hafu temporariamente expulso por placagem alta sobre o defesa do Direito.
A segunda parte foi igualmente equilibrada, mas seria o Belenenses a primeira equipa a marcar: mêlée a 5 metros para os azuis, e ensaio de penalidade assinalado pelo árbitro Rohan Hoffmann por falta do pack do Direito em cima da linha, quando o Belenenses empurrava a equipa da casa para dentro da sua área de validação (13-17 após conversão).
Duas penalidade (e outras duas desperdiçadas) a favor do Direito colocavam a equipa da casa na condição de vencedora (19-17), não sem antes acontecer o caso do jogo: os pilares Emanuel Chirino e João Correia envolvem-se numa cena de pugilato, com trocas mútuas de murros, mas entendeu o árbitro, após consulta do fiscal-de-linha, diferenciar as punições: amarelo para o capitão da selecção nacional (que defronta a Espanha dentro de dias) João Correia, e vermelho para o argentino do Belenenses, Emanuel Chirino… Com os presentes algo incrédulos perante tão evidente falta de critério, ou de sentido de justiça, o jogo prosseguiu.
O Belenenses defendia com enorme vontade, e provocava turn-overs e erros por parte dos advogados. Em duas incursões ao meio campo contrário obteve 6 pontos, e a vantagem por 19-23, com que acabaria a partida.












Sáb, 28 Fev, 2009